10 de novembro de 2010

Seis de dezembro de 2009. No Rio de Janeiro, o Flamengo comemorava o título nacional que não vinha há mais de 17 anos. Foram momentos de alegria. Mas no Paraná, momentos tristes para o futebol.

Após a derrota do Coritiba para o Fluminense, na última rodada do Brasileirão, o clube paranaense foi rebaixado em pleno centenário. A torcida, revoltada, invadiu o gramado e começou uma série de atos de violência gratuita. Os vândalos curitibanos destruiram o Couto Pereira. Resultado: muitos feridos entre policias e torcedores, além da maior punição da história do futebol brasileiro para o Coritiba. Foram 30 mandos de casa perdidos, e mais R$ 610 mil de multa. O Coxa começava mal a caminhada na Série B.

Mas aos poucos, tudo foi sendo mudado. A diretoria do clube, corretamente, renovou com Ney Franco que estivera no comando da equipe rebaixada. Peças que foram trazidas, como Léo Gago, Edson Bastos, Tcheco e somadas ao que se tinha como Marcos Aurélio e outros nomes foi o necessário para o Coxa voltar a vencer.

No ano, o Coritiba jogou até aqui, 55 jogos, e tem números bem expressivos. Foram 40 vitórias, sete empates e oito derrotas. Um aproveitamento de 76% dos pontos disputados. Além disso, no meio do caminho veio o título do Campeonato Paraense e com apenas uma derrota.

Ontem, o Coritiba selou seu acesso a Série A, de forma esplêndida. Iniciou o jogo no Rio contra o Duque de Caxias vencendo por 2a0. Mas permitiu que o adversário empatasse a 5 minutos do fim do jogo. E de maneira heróica, chegou ao gol da classificação, na jogada individual de Tcheco e na ótima finalização de Marcos Aurélio.

Ney Franco desabafou após a conquista. "Se eu tive uma parcela de culpa na queda, agora estou dando minha parcela de contribuição nesse acesso. Paguei minha dívida." E foi além do sentimento de dever cumprido, " Valeu a pena continuar no Coritiba e não sair para outra equipe da Série A."

Resta saber agora se esse time vai ter lenha para queimar na elite do futebol Brasileiro. O time é coeso e bem montado. Ney, que esta de saida do time, usava a equipe no clássico 4-4-2. Léo Gago e Leandro Donizete eram responsáveis pela marcação, mas com Léo Gago participando mais do jogo. Marcos Aurélio era municiado por Rafinha, que tinha liberdade para armar. No papel, o time é bem montado. Deve passar algum sufoco na Série A. Mas com o time que esta hoje, não cairia. Se fizer boas contratações para rechear e melhorara o elenco, pode até sonhar com algo mais.

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