20 de novembro de 2010

Mais velho entre os oito tenistas que disputarão o ATP Finals, a partir deste domingo, Roger Federer acredita que o espaço para novos talentos está diminuindo. Para o atual número dois do mundo, o nível em que o esporte se encontra dificulta o destaque de adolescentes.

"Novatos promissores? Não vejo muitos, na verdade. Estava me fazendo a mesma pergunta. Para mim, é bastante surpreendente porque quando eu estava despontando tinha (Lleyton) Hewitt e (Marat) Safin e Roddick e (Juan Carlos) Ferrero e (Tommy) Haas. Estavam todos entre os 100 melhores quando eram adolescentes. Aí você pensa em Boris Becker vencendo em Wimbledon aos 17 anos, e Michael Chang em Roland Garros antes disso", declarou o suíço, em entrevista à Reuters.

Agora com 29 anos, Federer entrou para a lista dos cem melhores da ATP aos 18. O atual número um do mundo, o espanhol Rafael Nadal, ingressou aos 17. Hoje, o adolescente melhor colocado no ranking é o búlgaro Grigor Dimitrov, que ocupa a 114ª posição, aos 19 anos.

"O esporte se tornou mais físico e mais mental, talvez eles precisem de mais tempo para desabrochar agora. Isso pode ser uma coisa boa ou ruim, dependendo de como você encara. Mas sempre me empolga ver quem está surgindo", concluiu.

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