13 de abril de 2011

Apesar de estar há quase um ano sem combates, a lutadora brasileira Cristiane "Cyborg" Santos não desanima. Em entrevista exclusiva ao Esportíssimo, a campeã peso-médio do Strikeforce declarou que a recente compra do evento deu novo ânimo a seus treinamentos.

"A compra do Strikeforce me deu mais motivação para continuar treinando firme", afirmou a campeã, desmentindo rumores de que deixaria o MMA para encarar os rings do WWE, liga profissional americana de wrestling, conhecida no Brasil como Telecatch.

Cris Cyborg (à direita) não luta desde junho de 2010, mas ainda se sente motivada no MMA.
Foto: Strikeforce.com

Mesmo não muito satisfeita com a falta de lutas, Cristiane vê um bom futuro para o MMA feminino. "Acredito que o MMA feminino está crescendo rapidamente, mas está precisando de mais atletas", analisou. "Acredito que nós devemos continuar persistindo, pois, com o crescimento do esporte, as mulheres em breve serão tão bem remuneradas quanto os homens. É só uma questão de tempo."

O Strikeforce foi adquirido pela Zuffa, mesma empresa que gerencia o UFC, em março. Dana White, presidente do Ultimate, já declarou publicamente não gostar do MMA feminino. No entanto, o "chefão" não assusta a lutadora duas vezes eleita melhor do mundo no esporte.

"O Strikeforce continuará pelo menos dois anos na ativa, pois eles têm contrato com o Showtime. Então, a mulherada tem esse tempo para fazer ótimas lutas e conquistar o Dana White", disse. O canal americano Showtime controla todos os eventos realizados pelo Strikeforce, cuidando da divulgação, produção e estrutura.

0 comentários:

Postar um comentário