13 de fevereiro de 2012

O próximo UFC no Brasil não poderá acontecer no Pacaembu, em São Paulo. De acordo com o secretário de esportes de São Paulo, Bebeto Haddad, o principal motivo é a "lei do silêncio", que impede barulhos acima de 45 decibéis no estádio após a meia-noite.

Os moradores dos arredores do Pacaembu, através do movimento Viva Pacaembú, conseguiram na justiça o veto ao evento, que está marcado para o mês de julho e terá a revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen, além da final do reality show TUF Brasil, no card de lutas.

"Já mandei um e-mail para [a organização do UFC], explicando que desistimos oficialmente de receber o evento no Pacaembu. É muito triste isso, pois era algo muito importante e que queríamos ter no estádio. Também falei que vamos seguir apoiando o evento caso ele seja realizado na cidade de São Paulo", disse Haddad ao UOL Esporte.

Segundo o secretário, não há mais tempo para que a situação seja revertida até a data do evento.

A primeira opção cogitada pelo UFC, o Estádio do Morumbi, volta a ser o alvo principal. Muito maior, nele, o recorde de público da organização, que é de 55 mil pessoas no UFC 129, no Canadá, seria superado em pelo menos 15 mil espectadores.

O Morumbi tem capacidade para 70 mil torcedores, mas o número pode aumentar com estruturas montadas dentro do campo.

No entanto, a organização passa por dificuldades em viabilizar o evento no estádio. A falta de uma cobertura para o caso de chuva, que o São Paulo negou-se a custear, foi o motivo principal da paralização nas negociações com a diretoria do time, inicialmente.

Para Bebeto Haddad, seria mais simples para um estádio privado lidar com a lei do silêncio. "Para eles é até mais fácil, pois a lei de zoneamento daquela região é mais flexível com o barulho. Eles também poderiam infringir a lei e – se for o caso – pagariam a multa. Mas não teria como um órgão público, como o Pacaembu, fazer isso", explicou.

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