29 de março de 2012

O caminho feito por Tiger Woods de volta ao topo do mundo no golfe durante as últimas competições tem sido consistente, mas ele precisará de uma boa atuação no primeiro torneio major do ano para chegar ainda mais perto. Para isso, a chave do sucesso está no bom uso do "putt", de acordo com Hank Haney, ex-técnico de suingue do norte-americano que voltou ao top 10 do mundo após quase um ano.

"Tiger não tem jogado muito bem no 'putt' em Augusta há algum tempo, desde 2005", analisou o treinador sobre o desempenho de Woods nas bolas rasteiras dentro do green, durante lançamento do livro em que conta seus anos ao lado do golfista. "Se for bem no fundamento, eu ficaria muito surpreso se ele não tiver uma chance de vencer. Eu ficaria chocado", afirmou, na última quarta-feira.

O jogo de "putt" de Woods no Arnold Palmer Invitational, no último domingo, foi a chave de sua vitória, o que o credenciou ao posto de sexto melhor tenista da atualidade. No entanto, poderia ter sido melhor. O norte-americano perdeu chances de marcar eagles (duas abaixo do par) e precisou se contentar com birdies (uma abaixo do par).

O torneio Masters dos Estados Unidos, disputado no "Augusta National Golf Club", é o primeiro dos quatro mais importantes da temporada do golfe. Com quatro dias de duração, o início está previsto para o próximo dia 5 de abril, com rodadas de treinamento nos 18 buracos do percurso durante os três dias anteriores.

Tetracampeão, Tiger Woods divide com Arnold Palmer a posição de segundo jogador que mais venceu o torneio. Ele tem, no entanto, o recorde de ser o mais novo a conseguir o feito. Quando levantou o troféu pela primeira vez, em 1997, tinha apenas 21 anos. As demais conquistas vieram em 2001, 2002 e 2005.

Mesmo sem treinar o golfista dono de 14 títulos em majors, Hank Haney espera que ele supere a marca de seis vitórias de Jack Nicklaus. "Acho que seria muito bom para mim", disse. "Porque, de qualquer forma, eu teria uma pequena participação nisso, já que o ajudei a vencer seis majors. Seria uma pequena parte, mas ainda me sentiria conectado de alguma forma", finalizou o ex-treinador.

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