4 de maio de 2012

O boxe olímpico passará por uma mudança em 2016. A partir dos Jogos do Rio de Janeiro, será permitida a disputa entre pugilistas profissionais. Segundo o presidente da Associação Internacional de Boxe (AIBA), o taiwanês Wu Ching-Kuo, mais de 60 atletas profissionais irão competir na capital fluminense.

"Eles, definitivamente, estarão no Rio", declarou Ching-Kuo, em entrevista à Reuters, na última quinta-feira. "Olhe para o programa olímpico de outros esportes, como basquete, vôlei e handebol, eles têm profissionais e nós somos a única organização que não tem", disse.

Nos Jogos Olímpicos, o boxe é, atualmente, restrito aos pugilistas amadores - Cameron Spencer/Getty Images

No entanto, isso não significa que grandes nomes do boxe mundial, como o filipino Manny Pacquiao ou o norte-americano Floyd Mayweather, ambos campeões mundiais, possam fazer parte da delegação de seus países nos jogos.

Pelo acordo, apenas profissionais que lutam na World Series of Boxing (WSB), competição entre cidades criada em 2011, e na AIBA Professional Boxing (APB), que apenas iniciará as atividades no ano que vem, poderão participar dos Jogos Olímpicos. "No Rio, estarão 56 lutadores da APB e dez qualificados pelas finais individuais da WBS", disse o presidente.

Diferente do que acontece nas grandes organizações do boxe, como Associação Mundial de Boxe (WBA) e Conselho Mundial de Boxe (WBC), em que os pugilistas são pagos por luta feita, de acordo com a Reuters, os atletas dessas ligas recebem salário fixo.

De acordo com Ching-Kuo, a novidade irá melhorar a qualidade do boxe olímpico, que não irá "perder" atletas para as grandes competições. Segundo o presidente, alguns dos melhores pugilistas olímpicos "não foram bem sucedidos" quando apostaram nas organizações maiores. "Eles não puderam voltar a ser amadores e desapareceram do mundo do boxe", disse.

Com o novo acordo, "os melhores boxeadores poderão levar bem a vida sem precisar sair da rotina", finalizou.

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