10 de julho de 2012



Se tem um esporte que em que o Brasil pode se considerar um vencedor na história dos Jogos Olímpicos, esse esporte é o iatismo. E as águas de Atlanta fizeram bem para o país em 1996. Dezesseis anos após conseguir uma dobradinha em Moscou 1980, o iatismo brasileiro voltou a somar duas medalhas douradas, uma delas com Robert Scheidt.

Ao longo da história dos Jogos Olímpicos, o Brasil criou a tradição de competir pelas primeiras colocações no iatismo. Robert Scheidt, Torben Grael e Marcelo Ferreira não deixaram por menos e trouxeram duas medalhas douradas de Atlanta em 1996.


Scheidt chegou para a disputa dos Jogos de Atlanta como um dos favoritos na Vela. Campeão mundial na Clase Laser no ano anterior, o brasileiro era o homem a ser batido na raia olímpica. No entanto, o velejador confirmou o favoritismo e faturou a medalha dourada.

Com mais dois títulos mundiais no currículo, Scheidt chegou em Sidney novamente como favorito. No entanto, o brasileiro foi muito bem marcado pelo britânico Bem Ainlse na regata final e acabou ficando com a medalha de prata.

A redenção de Scheidt veio quatro anos mais tarde, em Atenas. Com extrema regularidade, o brasileiro precisou de apenas uma vitória em 11 regatas para assegurar o bicampeonato olímpico. Ao tornar-se apenas o segundo a conquistar duas medalhas de ouro, o velejador ainda encerrou o jejum de títulos do Brasil que passou em branco por oito anos.

Após dominar a Classe Laser por toda uma década, Scheidt trocou de classe. O velejador passou a competir na Star, onde conquistou mais uma prata. Desta vez, o atleta foi o segundo colocado em 2008 ao lado de Bruno Prada, em Pequim.

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