4 de julho de 2012



Vinte e quatro anos. Esse foi o tempo que os brasileiros tiveram que esperar para comemorar a conquista de uma medalha de ouro olímpica após o bicampeonato de Adhemar Ferreira da Silva. Depois de passar cinco edições de Olimpíadas em branco, Eduardo Penido, Marcos Soares, Alex Welter e Lars Björkström encerraram o jejum do país.

O Brasil chegou para a disputa dos Jogos Olímpicos de Moscou com o incomodo jejum de 24 anos sem a conquista de títulos. No entanto, o iatismo brasileiro mostrou a sua força ao conquistar duas medalhas douradas para o país na Olimpíada russa.





A quebra do jejum brasileiro de medalhas de ouro em Jogos Olímpicos teve uma pitada sueca. Lars Björkström disputou a classe Tornado ao lado de Alex Welter e terminou as regatas com a primeira colocação.

Experientes, Björkström e Welker não encontraram grandes problemas para faturarem a medalha de ouro. Pouco tempo após se conhecerem em São Paulo, os velejadores conquistaram a medalha de ouro em Moscou com tranquilidade e por antes mesmo da disputa da regata final.

Se Björkström e Welker não tiveram problemas para vencer a Olimpíada na classe Tornado, o mesmo não se pode dizer de Eduardo Penido e Marcos Soares na classe 470. A dupla ficou no limite, mas conseguiu conquistar a segunda medalha de ouro do iatismo brasileiro nos Jogos Olímpicos.



Penido e Soares chegaram a Moscou ainda muito jovens. Com 20 e 19 anos, respectivamente, os velejadores entraram na disputa das regatas em Tallinn, União Soviética (agora Estônia) sem a condição de favoritismo.

No entanto, a dupla brasileira dominou a competição até a última regata. Na prova final, Penido e Soares precisavam de um sexto lugar para não serem superados pela dupla alemã formada por Marc Pickel e Ingo Borkowski. Foi exatamente o que aconteceu.

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