13 de junho de 2012

Por todas as cidades de Polônia e Ucrânia, sedes da Eurocopa 2012, a palavra respeito está estampada como lema do torneio. Jogadores de todas as seleções levam nas mangas de suas camisas a mesma inscrição e esperava-se uma competição de paz e harmonia; aliás, o futebol já foi esporte de parar guerras. Porém, o principal lema não está sendo respeitado.

A competição iniciou-se na última sexta-feira, dia 8 de junho e bastou menos de 4 dias para vermos violência e desastre nas ruas. Chamados de hooligans, já não é de hoje que conhecemos esses torcedores e sabemos de seus objetivos, brigar.

Policiais detém agressores nos arredores do estádio em Varsóvia. (Créditos: Reueters)
Pelo Grupo A da Eurocopa, enfrentaram-se Polônia e Rússia. No bom sentido, houve muita briga e luta dentro de campo e o resultado terminou em 1 a 1. Mas fora de campo, o placar foi outro. Mais de 50 torcedores detidos e três homens ficaram gravemente feridos.

Inicialmente, cerca de 5 mil torcedores russos caminhavam em direção ao estádio, em Varsóvia, comemorando o chamado "Dia da Rússia". A passeata iniciou-se em paz, mas no meio do trajeto, houve confronto com torcedores poloneses e bastou para começar a violência. O próprio presidente da Polônia já tinha conhecimento sobre a marcha russa e alertou os poloneses para caminhar lado a lado, de modo a também celebrar o dia que "finalmente a União Sovética foi enterrada".

Mas não foi isso o que aconteceu e o histórico violento entre os países agravou-se novamente. Além da insatisfação dos poloneses desde a Primeira Guerra Mundial e de ficar 44 anos sobre domínio russo; há dois anos, o presidente da Polônia morreu em um acidente de avião em território da Rússia. A quem diga que o caso não foi um acidente e que foi provocado por grupos extremistas e que o governo russo seja pelo menos parcialmente culpado.

Com tantos agravantes, o acontecido de hoje foi, infelizmente, mais um no histórico. Os torcedores foram paralizados devido a ação da polícia, com bombas de efeito moral e gás de pimenta. Tudo isso aconteceu antes da partida; e depois do duelo em campo toda cautela era pouco por parte dos oficiais para manter a paz nas ruas de Varsóvia. Dias atrás, Balottelli, atacante italiano, já sofria com ofensas racistas e denunciou o fato.

Os casos parecem não diminuir e o respeito pregado por todos como lema das competições na Europa fica ofuscado e esquecido. Há anos que a UEFA prega o respeito no esporte, mas dificilmente ele é visto. Os acontecimentos causados por tantas guerras parecem que ainda estão vivos nos povos, que enxergam seus vizinhos como inimigos e acabam usando do futebol, artefício para gerar grandes confusões.

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